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FERRAGENS PARA MARCENEIROS E MARCENARIAS - SECAGEM DA MADEIRA
 
SECAGEM
A secagem industrial da madeira, ou o simples ato de secar naturalmente, com as tábuas empilhadas à sombra, proporciona grandes vantagens para o produto.
A secagem industrial, controlada por aquecimento artificial e ventilação, produz efeitos muito mais satisfatórios quando comparada com a secagem natural. O custo, porém, é diferente.
Quando a árvore é recém cortada encontra-se saturada de água.
A umidade diminui a resistência da madeira a esforços de natureza mecânica e propicia a proliferaçã o de organismos xilófagos, que se alimentam da madeira.
É importante, portanto, reduzir ao máximo a instabilidade, que é uma característica inerente à madeira e que pode comprometer o produto final.
Secar neste caso é a melhor solução.
São muitas as vantagens de secar a madeira, entre elas a capacidade das peças em receber melhor a aplicação de tintas e vernizes.

Fatores que influenciam a secagem de madeiras (Galvão & Jankowsky, 1988):
  • Peso específico (em geral, quanto mais alto o peso específico, mais lenta a secagem);
  • Espessura das tábuas;
  • Velocidade do ar;
  • Temperatura (geralmente madeiras leves suportam temperaturas mais altas);
  • Teor de umidade na peça e no ar;
  • Permeabilidade (neste caso, além da estrutura anatômica, até a presença de hifas de fungos podem bloquear as passagens naturais e tornar a secagem mais lenta).
O processo é quando a árvore é derrubada.
Assim, em qualquer lugar que fique estacionada - seja no local de exploração, seja no pátio de serraria ou de outras indústrias - , a madeira estará perdendo umidade, até atingir o ponto de equilíbrio como meio ambiente.
Essa secagem natural, ao ar livre e na sombra, é um processo bem lento, mas provoca menos rachaduras na madeira.
Em gera, leva cerca de seis meses para que atinja o ponto de equilíbrio, dependendo da região e da estação do ano.

A secagem em estufas é realizada como objetivo de acelerar esse processo em função da demanda do mercado.
Existem vários sistemas de secagem artificial. Entre os mais adotados na serrarias estão a ventilação forçada, a secagem a baixa e alta temperaturas e as estufas convencionais.

A ventilação forçada consiste basicamente em empilhar as madeira sumas sobre as outras, mas separadas por tabiques, dispondo ventiladores de um lado da pilha para que o ar circule entre elas.

A secagem à baixa temperatura, ou desumidificação é feita em uma câmara cuja temperatura raramente atinge os 45ºC, de onde se retira a umidade da madeira por condensação, através de uma bomba de calor.
A secagem a alta temperatura é realizada em câmara aquecida por caldeiras, até atingir entre 120ºC e 130ºC.
As peças de madeiras são empilhadas no interior da câmara, separadas por tabiques, de forma a permitir a passagem rápida do vapor entre elas.
Esse processo faz com que a madeira atinja o teor de umidade desejado em apenas um dia, mais altera a cor superficial da madeira.

A secagem convencional é a mais utilizada nas serrarias de folhosas e nas indústrias de móveis.
O sistema de funcionamento é basicamente semelhante ao anterior, mas opera a uma tempera variável entre 80ºC e 90ºC.

 
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