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FERRAGENS PARA MARCENEIROS E MARCENARIAS - CONHECENDO AS MADEIRAS - CERNE
 
CERNE
cerne

Ao observarmos a extremidade de uma tora podemos distinguir dois tecidos bem distinto em termos de cor na maioria das madeiras.
A parte central é mais escura do que aquela próxima a casca. A parte mais clara é denominada de alburno, enquanto que a parte mais escura de cerne.
A cor escura está relacionada com o aumento no teor de compostos fenólicos que são biosintetizados nas células do parênquima ( Nelson, 1975).
A medida que novas células são produzidas pelo câmbio a parte mais interna do alburno é convertida em cerne.
Ressalta-se que para algumas espécies é difícil distinguir visualmente o cerne do alburno, portanto, alburno e cerne apresentam diferenças na constituição química, permeabilidade, teor de umidade e resistência ao ataque de organismos xilófagos.
O cerne é considerado um tecido morto, sem nenhuma atividade vegetativa, ou seja, as células que compõem este tecido estão vegetativamente "mortas".
A transformação do alburno em cerne é iniciada internamente e não por condições externas.
A morte da maioria das células após o espessamento celular é marcada pelo desaparecimento do núcleo e do protoplasma, pela mudança química do citoplasma, redução em amido, açucares e materiais nitrogenosos (Frey Wissling, 1963). Entretanto, algumas células retém seu protoplasto, como as células do parênquima que ocorrem como c&eacurate:lulas longitudinais e radiais (Kolmann & Côté, 1968).
As células vivas do alburno são responsáveis por processos metabólicos como a respiração e digestão.
Dentro de uma árvore o alburno fornece suporte ao tronco, conduz a seiva bruta até as folhas e armazena alimentos.
O cerne, por outro lado, não armazena alimento nem faz condução de seiva e funciona somente como suporte.

 
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